São José (Quingoma)

Comunidade situada na zona rural do município, em Quingoma, e é a mais distante da Igreja Matriz.

Sua capela é simples, assim como a comunidade onde está inserida, o que não impede a realização em março de cada ano de um tríduo de preparação para a festa. Seu encerramento é com procissão organizada pela comunidade, com a execução de seu hino e muitos fogos de artifício. A preparação do andor de seu padroeiro é feita com especial cuidado, com objetos e flores da região, saindo pelas ruas da área chamando os demais moradores para a missa solene.

 

 

Há na região uma casa das Irmãs Servas do Espírito Santo que dão grande apoio à comunidade, durante algum tempo foram as responsáveis pela catequese. Os jovens desta localidade participam das pastorais e grupos das comunidades de N. Sra. de Fátima ou Bom Pastor.

 

Atividades:

Celebração: Domingo às 9:30 h.

Pastoral da Criança: última sexta feira do mês às 14:30 h.

 

PATRONO
As fontes biográficas de São José são escassas. Os evangelhos de São Mateus e de São Lucas apenas mencionam São José. Os apócrifos não merecem fé. Era descendente de Davi. O fato saliente na vida do homem justo foi seu casamento com Maria.

 

 

A tradição popular nos conta que eram muitos os aspirantes à mão de Maria. Então todos os jovens pretendentes teriam deixado seus bastões para ter um sinal. O sinal apareceu. O bastão de José, prodigiosamente, floresceu. Todos reconheceram a preferência.  O matrimônio de José com Maria foi um verdadeiro matrimônio, embora virginal. Quando José percebeu que Maria ia ser mãe ficou sem saber o que fazer, que atitude tomar. Por um lado sabia que ele não tivera parte naquela gravidez, por outro lado era-lhe impossível duvidar da fidelidade da esposa. Resolveu deixá-la secretamente. Sendo um homem justo, diz o Evangelho (é um adjetivo relâmpago que ilumina toda a história), não quis levantar suspeita, nem comentar nada com ninguém. É um fato inexplicável. O dilema angustiante foi resolvido por um anjo. A atitude de José demonstrou que ele estava à altura de sua nobre e singular missão: recebeu em casa a sua esposa. Com ela, obedecendo ao imperador, foi ao recenseamento, onde o Verbo Eterno apareceu neste mundo, acolhido pela homenagem de humildes pastores, dos sábios e ricos reis magos, mas ao mesmo tempo recebia as hostilidades do rei Herodes que obrigou a Sagrada Família a fugir para o Egito. Voltaram à solidão de Nazaré até Jesus completar 12 anos, quando temos o episódio da perda de Menino Jesus e do seu encontro no Templo. Depois disso o evangelho resume: Jesus obedecia a Maria e José, crescia em sabedoria, idade e graça…

Talvez já estivesse morto quando Jesus iniciou o ministério público. De qualquer modo ficou na sombra e no silêncio de tudo. É o patrono da Igreja Universal. João XXIII pôs seu nome no cânon da missa.