Confissão

A nova vida recebida da iniciação cristã não suprimiu a fragilidade da natureza humana, nem a inclinação ao pecado que continua nos batizados para prová-los no combate da vida cristã. O Senhor Jesus, médico de nossas almas e de nossos corpos, quis que sua Igreja continuasse, pela força do Espírito Santo, sua obra de cura e salvação, também junto de seus membros, instituindo o sacramento do seu perdão.

Pelo Sacramento da Penitência, os fiéis ao receberem o perdão da Igreja, além de reconciliar-se com Deus, reconciliam-se também consigo mesmos e com a comunidade da Igreja, com todos os irmãos que foram feridos pelo pecado. Por isso, a Igreja convida a todos os seus filhos para que se aproximem do sacramento da Penitência, lugar eficaz da reconciliação com Deus e com os irmãos. O sacramento da Penitência exige a contrição, a confissão dos pecados, a satisfação e absolvição sacramental.

No sacramento da Penitência, os fiéis que confessam seus pecados ao ministro legítimo, arrependidos e com o propósito de se emendarem, alcançam de Deus a absolvição dada pelo ministro, o perdão dos pecados cometidos após o Batismo, e ao mesmo tempo se reconciliam com a Igreja, à qual ofenderam pelo pecado.

A Confissão individual e íntegra, e absolvição constituem o único modo ordinário, com o qual o fiel, consciente do pecado grave, se reconcilia com Deus e com a Igreja; somente a impossibilidade física ou moral escusa de tal confissão; neste caso, pode haver a reconciliação também por outros modos. (Diretório Litúrgico Sacramental)

Segundo o mandamento da Igreja, devemos nos confessar pelo menos uma vez por ano, ou sempre que a nossa consciência exigir. A experiência da fé mostra que neste sacramento se manifesta a certeza da libertação dos pecados, sejam eles graves ou não.

O pecado é considerado grave quando ele preenche três condições: 1) a violação da lei de Deus ou da Igreja em matéria grave; 2) feita com inteiro conhecimento; 3) com plena vontade. Em todos os outros casos, podemos receber autenticamente o perdão de Deus, após o nosso sincero arrependimento, na celebração da santa missa.

Os padres sempre fazem a confissão durante a semana, após a missa.

 

O que é necessário para uma boa confissão:

1º) EXAME DE CONSCIÊNCIA – Faça uma revisão de seus atos, atitudes e omissões, especialmente em relação à: a)Vida consigo mesmo – Você cultiva de maneira cristã sua inteligência, sua saúde, sua sexualidade, sua liberdade, sua responsabilidade, sua dignidade humana? b) Vida em família – Você está sendo um bom pai, uma boa mãe, um bom filho? Bom marido, boa esposa? E como está o relacionamento entre vocês, em família? c) Vida de trabalho – Você exerce o trabalho com honestidade e justiça? É justo com o chefe, com os colegas, com os subalternos? Ganha e gasta honestamente seu dinheiro? Se estudar, é um estudante honesto, estudioso e correto? d) Vida de Igreja – Você cultiva sua fé, através da oração e do estudo da Palavra de Deus? Está assumindo valores evangélicos como verdade, justiça, fraternidade, dignidade humana? Você assume compromissos junto à sua Paróquia ou exige apenas “seus direitos”? e) Vida na sociedade – Você acompanha os problemas de seu bairro, da sua cidade, de seu país? Procura engajar-se em movimentos e promoções em favor dos menos favorecidos? Usa os critérios evangélicos para a escolha de seus representantes na política? Tem consciência do valor de sua oração no processo social?

2º) ARREPENDIMENTO – Não basta ter conhecimento do pecado. É preciso estar arrependido de tê-lo cometido e nutrir no seu coração um profundo desejo de conversão e de mudança de vida. Após o ato de sincero arrependimento e desejo de ser perdoado, faça seu Ato de Contrição. O Ato de Contrição, decorado ou espontâneo, é a expressão desses sentimentos.

3º) ACUSAÇÃO DOS PECADOS – Apresente-se ao Confessor e acuse-se dos pecados cometidos por pensamentos, palavras e atos. Faça-o com clareza, dizendo primeiro os mais graves, depois os mais leves. Fale resumidamente, mas sem omitir o necessário. Lembre-se que não existe pecado sem querer. Os atos praticados ou omissões só são pecados se feitos de maneira proposital, livre e consciente.

4.º) PENITÊNCIA – A Penitência proposta pelo Confessor não deve ser vista como um castigo, mas como expressão de alegria e gratidão pelo perdão recebido, e como uma motivação a mais para assumir uma nova vida, na paz consigo mesmo, com Deus e com o próximo.